GRUPOS DE TRABALHO

A todas as pessoas interessadas no XII Pensar Direitos Humanos e VI Seminário Coletivo Rosa Parks informamos que os seguintes GTs foram confirmados pelo Comitê Científico dos referidos eventos e para aceitarem propostas a ser discutidas de acordo com o edital publicado neste site.

GT 01 - DESAFIOS DO ANTIRRACISMO E ANTI-MACHISMO NO PÓS PANDEMIA

Este GT é proposto com o intuito de comunicar pesquisas desenvolvidas, ou em desenvolvimento, acerca da fundamental importância do antirracismo e do anti-machismo na efetivação dos direitos humanos mais elementares. Serão muito bem recebidas propostas nas quais esteja aceito o desafio de pensar a temática em contextos da pandemia de Covid-19, avançando, com um tom propositivo, nas reflexões sobre o pós pandemia. Em relação às mulheres, os impactos foram intensos e diversos, houve uma sobrecarga tanto no trabalho formal quanto no trabalho doméstico. Assim sendo, neste GT “Desafios do antirracismo e anti-machismo nos pós pandemia” pretendemos acolher estudos, especialmente em perspectiva interdisciplinar, que tenham enfoque nas relações étnico-raciais e de gênero, com um potencial interpelante às instâncias de produção de conhecimentos e com engajamento para colaborar com a promoção efetiva dos direitos humanos.

Coordenadoras: Dra. Luciana de Oliveira Dias; Dra. Jaqueline Pereira de Oliveira Vilasboas; Ma. Sherloma Starlet Fonseca Aires e Me. Larissa Landim Carvalho

GT 02 - 2. COLONIALIDADE E DECOLONIALIDADE: INTERSECÇÕES DE GÊNERO, RAÇA E RESISTÊNCIAS.

Narrativas coloniais de inferioridade, submissão, subalternidade. Movimento de dominação sobre gênero e raça. Pensamento hegemônico sobre gênero e raça. Apropriação cultural ou ocultação de determinada cultura para a imposição de um conhecimento universalizante, ocidental e inferiorizante de pensamentos, saberes, conhecimentos e filosofias não-europeus. Colonialidade do Ser. Colonialidade de gênero. Machismo e heteronormatividade. Corpo, raça, gênero, classe e interseccionalidades. Performances. Descolonização do poder, do saber, do ser e de gênero em uma perspectiva latino-americano. Enfrentamento ao Patriarcado. Constitucionalismo LatinoAmericano.

Coordenadores: Dra. Sandra Maria de Oliveira; Me. Hamilcar Pereira e Costa; Ma. Marcela Iosse Nogueira

GT 03 - COMUNICAÇÃO, GÊNERO E DIREITOS HUMANOS

Este GT, a partir de uma mirada interdisciplinar, parte da perspectiva de que a busca pela transformação das relações de gênero passa pelas diversas modalidades comunicativas. Acreditamos, igualmente, que as práticas comunicativas contemporâneas necessitam considerar a interseccionalidade e, especialmente, as desigualdades de gênero para que os direitos humanos das mulheres sejam garantidos. Tomamos, aqui, a comunicação em seu sentido amplo, como uma prática que viabiliza as dinâmicas sociais (abrangendo, mas não se restringindo às comunicações de massa e à cibercultura). Procuramos trabalhos que coloquem em diálogo os estudos de gênero, a(s) comunicação (ões) e os direitos humanos, abrangendo (a título de exemplo) temas como a representação das violências de gênero contra mulheres nas mídias, o ciberfeminismo, o ciberativismo feminino/feminista, o jornalismo feminino/feminista, a proliferação de discursos publicitários/institucionais acerca da igualdade de gênero, as práticas comunicativas de ONGs ou ativistas defensoras de direitos humanos das mulheres, dentre outros.

Coordenadora: Dra. Angelita Pereira de Lima, Ma. Ana Paula de Castro Neves, Me. Luciano Rodrigues Castro e Ma. Giovana Nobre Carvalho.

GT 04 - PERFORMANCES CULTURAIS E INTEGRIDADE HUMANA

A interdisciplinaridade pode ser lida como impulsionadora do combate aos massacres – inclusive os epistêmicos – que marcam o processo coletivo que leva aos saberes diversos. Por desejar investir na interdisciplinaridade, buscamos artigos que expressem movimento no sentido de experimentar metodologias participativas, escritas compartilhadas e teorias colaborativas. Buscamos provocar a construção de diálogos que conduzam ao bem-viver e à pluriepisteme. Para isso, são bem-vindos exercícios de pesquisa que apostem no pensar de dentro das especificidades de gênero, sexualidade, raça, etnia, classe, geração e outras, acreditando que outros caminhos são possíveis. Como foco nas Performances Culturais e seu caráter profundamente interdisciplinar, bem como nos estudos da Presença que podem conduzir à integridade humana, buscamos fortalecer nossas redes de construção de conhecimentos e saberes para que nossa humanidade não seja violada.

Coordenadora: Dra. Luciene de Oliveira Dias.

GT 05 - DIREITOS HUMANOS, RELIGIOSIDADES E VIOLÊNCIAS DE GÊNERO

A modernidade, a partir de uma perspectiva eurocêntrica, é marcada pela separação entre esfera publica e esfera religiosa. O discurso sobre a secularização que se constitui a partir daí é efetivamente eficaz para encobrir violências de gênero, em especial no espaço privado que passa a ser o espaço a qual a religiosidade é confinada. O espaço privado também passa a ser constitutivo da feminilidade no discurso patriarcal ocidental moderno. Assim, a proposta do presente GT objetiva reunir e discutir temáticas à luz de uma perspectiva transversal, crítica e interseccional que estejam relacionadas às questões de gênero, raça e religião. Portanto, perscrutar e discutir, na sua abrangência, as questões que envolvem as relações entre a religião, política e o espaço público secularizado, bem como aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, as violências de gênero, ao controle dos corpos femininos e injustiças de gênero, que dialoguem com o pensamento decolonial e a teoria crítica dos direitos humanos.

Coordenadores: Dra. Margareth Pereira Arbués; Me. Marcos Cristiano Reis e Me. Márcia Santana Soares

GT 06 - (RE)PENSAR AS MULHERES NA PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS

A noção de direitos humanos pode ser considerada como uma aquisição evolutiva da modernidade, realizada a partir de uma diferença/guia: a distinção humano/bárbaro. Essa distinção funda a concepção filosófica de humanitas, ressignificada ao logo da história para determinar quem estaria incluído neste conceito e quem estaria excluído. Da antiguidade ao nosso contexto atual, verificase que humanitas é utilizado comumente para representar um lado positivo, oposto ao lado bárbaro, considerado negativo. Este grupo busca apreender qual o lugar da mulher nessa distinção, compreendendo que ela se constitui comumente a partir de uma economia social e sexual em que é o homem o polo principal e positivo. A mulher é o outro, o oposto ao homem ou o não-homem. Desta perspectiva, nos movimentamos para questionar esta estrutura e buscar a restituição do lugar da mulher como sujeito na sociedade, devendo ser incluída e escutada em todas as fases dos processos individuais, coletivos e sociais em que está inserida.

Coordenadora: Dra. Paula Gabriela Mendes Lima

GT 07 - CÁTEDRA SÉRGIO VIEIRA DE MELLO: MIGRAÇÕES, DESLOCAMENTOS E REFÚGIO

Ao longo do século XX e XXI, a população mundial passou a experimentar com maior intensidade seus deslocamentos espaciais. As migrações tornaram-se mais complexas em termos de composição, distância e, especialmente, nas causas e consequências desses deslocamentos. Os migrantes e suas trajetórias estão inseridos num contexto amplo, o qual interfere diretamente nos motivos pelos quais os agentes se deslocam e, inclusive, na sua capacidade decisória. Somados a isso, novos eventos de ordens política e ambiental, como conflitos e desastres naturais, criaram desafios sem precedentes para a compreensão de como os indivíduos se deslocam, quais seus motivos, quais identidades temporais e espaciais são construídas e rearranjadas, como são recebidos nos locais de destino e quais lacunas deixam nos locais de partida e, finalmente, quais os tratamentos jurídico, econômico e humanitário que para esses grupos devem ser refletidos e construídos. Nesse contexto, o Grupo de Trabalho ora apresentado, vinculado à Cátedra Sérgio Vieira de Mello da UFG, tem o propósito de acolher atividades de pesquisa e extensão sobre mobilidade humana e temas correlatos. Por considerarmos que esse é um tema interdisciplinar, serão aceitos trabalhos de diversas disciplinas, perspectivas e olhares teóricos, assim como múltiplas metodologias, tais como: abordagens qualitativas e quantitativas, análise documental, apresentação e análise de políticas públicas, aplicação de questionários e entrevistas, etnografia (incluindo a digital e outras estratégias) e análise bibliográfica.

Coordenadores: Dra. Andréa Vettorassi; Me. Carolina Hissa; Me. Giuliano Castr

GT 08 - DIREITO, HISTÓRIA, PODER: UMA INSTRUMENTALIZAÇÃO NA (DES)CONSTRUÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

Dimensionar os sentidos do direito, suas inter-relações com a história e as práticas e exercícios do poder representam um desafio com inúmeras perspectivas e abordagens axiológicas. Os fenômenos jurídicos-historiográficos permitem realizar uma multiplicidade de conexões, pontos de ruptura e novas configurações das relações entre a ""verdade"", o direito e o poder sob a perspectiva temporal. Pensar as conexões entre a ""produção"" da ""verdade"" jurídica, o aparelho jurídico em seu dimensionamento institucional e as relações de força representa um desafio constante de problematização e (des)construção. Considerando os direitos humanos como permanente construção simbólica e materialmente reverberada, cabe pontuar olhares interpretativos e estratégicos das relações entre linguagem, suas relações com o poder e com os mecanismos disciplinadores, normalizadores e, mesmo, instrumentalizadores da tecitura social.

Coordenadores: Dra. Fernanda de Paula Ferreira Moi e Dr. Rafael Soares Duarte de Moura

GT 09 - POLÍTICAS PÚBLICAS, TECNOLOGIA E SOCIEDADE

Este GT aceita trabalhos que buscam investigar a articulação entre Estado e sociedade civil, constituída para mitigar as diferentes formas de desigualdade presentes no contexto subnacional. Tornam-se relevantes estudos acerca do nexo entre a tecnologia, organizações e sociedade na perspectiva do desenvolvimento social por meio de ações públicas estatais e não-estatais. Além disso, incluem-se pesquisas sobre o papel do Estado em ações que valorizam os direitos humanos e as políticas públicas, voltadas à proteção social.

Coordenadora: Dra. Maria Izabel Machado

GT 10 - EDUCAÇÃO DO CAMPO E ECOLOGISMO DOS POBRES: A LUTA POR JUSTIÇA SOCIAL E PELA PRESERVAÇÃO DA NATUREZA

Este Grupo de Trabalho (GT) reunirá trabalhos/estudos/pesquisas que discutam e/ou analisem, de maneira inter-relacionada, os impactos da superexploração da natureza (base do sistema capitalista) sobre os ecossistemas e os efeitos na vida dos povos originários e das populações do campo: quilombolas, agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, ribeirinhos, assentados e acampados da Reforma Agrária, caiçaras, povos da floresta, entre outros. Propomos o diálogo entre a Educação do Campo e outras teorias e metodologias que considerem a diversidade cultural, ecológica, de saberes (ou epistemologias), linguística etc.

Coordenador: Dr. Gilberto Paulino de Araújo

GT 11 - CONFLITOS SOCIAIS, MÍDIAS DIGITAIS E POLÍTICAS PÚBLICAS EM DIREITOS HUMANOS

Este GT tem por objetivo desenvolver estudos e pesquisas sobre conflitos da sociedade contemporânea midiatizada, abordando as políticas públicas necessárias para a proteção e garantia dos direitos humanos. Busca-se discutir e analisar as diversas faces da violência, considerando os processos sociais, culturais, simbólicos e midiáticos que afetam a (des)construção da cidadania, da ética pública, da cultura da paz e da ambiência democrática. Enfatiza-se, assim, a investigação teórica e empírica acerca de ideologias, discursos, lutas e movimentos sociais, estratégias políticas e digitais. Nesta perspectiva, é objeto de análise: (1) as conflitualidades em relação a processos sociopolíticos, culturais, midiáticos, redes sociais e plataformas digitais, tencionando práticas e representações de inclusão ou exclusão social; (2) os impactos sociais das ações em direitos humanos, tendo como foco as lutas das minorias sociais, o meio ambiente, a sustentabilidade, a segurança pública, a educação para diversidade e equidade; (3) as políticas públicas em direitos humanos, refletindo sobre a cultura da violência, da intolerância, do preconceito, do discurso de ódio e das diversas formas de conservadorismo político e de discriminação estrutural (racismo, fascismo, sexismo, machismo, patriarcalismo, clientelismo, aporofobia, LGBTfobia, etc.). Além disso, também serão aceitos trabalhos que discutam as subjetividades, tendo em vista as representações queers nas mídias e os conflitos resultantes das opressões e objetificações em relação as sexualidades, bem como o processo de fortalecimento das lutas de reconhecimento de grupos sociais minoritários.

Coordenador: Dr. Magno Medeiros e Me. Alexandre Nascimento Pinheiro

GT 12 - SEGURANÇA PÚBLICA E MEDIAÇÃO DE CONFLITOS: DESAFIOS À EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

Esse grupo visa reunir estudos voltados à reflexão e à interpretação das diferentes conflitualidades entre a polícia e a comunidade, adotando, para tanto diferentes campos de visão para a construção de um diálogo onde se possa implementar políticas públicas de pacificação e cidadania, procurando compreender e analisar as causas, as motivações, as dinâmicas, os efeitos e as reivindicações entre os dois polos, para dirimir conflitos sociais, bem como para a prevenção da violência e educação em direitos humanos. Busca-se ainda refletir sobre conceitos e/ou relatos de ações, atividades, programas e projetos governamentais e/ou da sociedade civil que visam a resolução desses conflitos e que estejam em interface com os Direitos Humanos e a segurança pública. Pretende-se -se agregar neste GT, estudos que tratam da proposição, execução, acompanhamento e avaliação de políticas públicas de pacificação, apontando os principais desafios da polícia comunitária na construção da cidadania.

Coordenadora: Dra. Cerise de Castro Campos e Me. Andréa Tourinho Pacheco de Miranda

GT 13 - GÊNERO E SEXUALIDADE NAS POLÍTICAS PÚBLICAS

Este grupo de trabalho tem o objetivo de discutir duas grandes temáticas: i) o processo de formulação e implementação de políticas públicas no campo de gênero de sexualidade e ii) o impacto de políticas públicas em geral nas formações sociais de gênero e sexualidade. Nesse sentido, buscase examinar não apenas como políticas públicas orientadas especificamente às questões de gênero e sexualidade são, por um lado, produzidas e, por outro, afetam outras dimensões da vida social, mas também como políticas públicas em diversas outras áreas impactam gênero e sexualidade de forma direta ou indireta. O Grupo de Trabalho adota uma perspectiva interdisciplinar e crítica, que entende políticas públicas como um grande campo de disputa em torno da regulação da sociedade, conformado pelo Estado e por diversos atores não-estatais, em nível nacional e transnacional.

Coordenadora: Dra. Mariana Prandini Assis

GT 14 - DESAPARECIMENTO DE PESSOAS NA AMÉRICA LATINA: ESTUDOS DE CASO, ESTATÍSTICAS E VIOLÊNCIA SISTÊMICA

O desaparecimento de pessoas é um fenômeno compartilhado ao longo da história quer sejam suas causas de ordem social, devidas a desastres naturais, guerras, migrações forçadas, além de fatores político-criminosos, ao dia de hoje milhões de pessoas (de modo individual ou organizadas coletivamente) procuram seus entes queridos em todo o mundo. Em muitos países do continente americano, o ato de desaparecer, ou seja, como decisão própria, ou de ser desaparecido, isto é, como parte da prática de um delito, está, por sua vez, ligado a aspectos mais complexos do funcionamento das sociedades contemporâneas, demonstrando o nível de normalização das violências com que operam as sociedades com forte latência nos casos de desaparecimento. Períodos mercantes definem a brutalidade que encerra o desaparecimento executado como política de terrorismo de Estado tal como demonstram os antecedentes autoritários do século passado em nossa região latino-americana e cujos sobreviventes têm impulsionado até nossos dias a criação de legislações locais que garantam a não repetição, busca imediata de pessoas desaparecidas e melhoria dos processos de identificação forense, conjugada com inúmeras ações de recuperação da memória das vítimas e questionando fortemente o acesso aos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais em que se baseiam as noções de democracia e cidadania. De tal forma que este Grupo de Trabalho se interessa em fomentar o diálogo multidisciplinar sobre o tema, bem como ao abrir este espaço para o intercâmbio de experiências por parte dos familiares e integrantes dos coletivos.

Coordenadores(as): Dr. Dijaci David de Oliveira; Dr. Júlio da Silveira Moreira; Me. Edna Bravo Luis e Me. Ana Clara Cabral de Sousa Cunha.

GT 15 - MEMÓRIA, HISTÓRIA E A NECESSIDADE DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O ENFRENTAMENTO DO TRABALHO ESCRAVO CONTEMPORÂNEO

O presente Grupo de Trabalho tem como objeto o estudo das desigualdades sociais que assolam o território latino-americano e como esse cenário propicia a violação dos direitos humanos, sobretudo dos grupos vulneráveis. Neste contexto, diante da violação dos direitos humanos há que se enfrentar o problema do trabalho escravo na contemporaneidade e a necessidade de Políticas Públicas para seu combate e erradicação. Assim, o presente Grupo de Trabalho pretende discutir: a necessidade de um pensamento crítico para que os direitos humanos sejam observados e respeitados; e a demonstração de como a Memória e as Políticas Públicas são de suma importância para prevenção e repressão às ofensas aos direitos humanos, sobretudo quando da prática de trabalho escravo.

Coordenadores: Dra. Fernanda de Paula Ferreira Moi / Dr. José Querino Tavares Neto

GT 16 - QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS E JUSTIÇA AMBIENTAL

As questões socioambientais são, no Brasil do século XXI, extremamente relevantes para as políticas de Estado, de maneira geral. Tanto quanto gerir a economia de um país, garantir que a população tenha acesso à alimentação, educação, saúde e moradia compõem parte de uma boa gestão governamental. Isso a faz inclusiva, coerente com as condições de Direitos Humanos estabelecidas internacionalmente. Fazer o mesmo pela questão ambiental tornou-se ponto econômico, inclusive. Demonstra o compromisso (ou não) com os aspectos sociais, já que são indissociáveis. Assim, permitir ou tolerar crimes ambientais em nome de um pseudo avanço econômico é desconsiderar os interesses sociais, de maneira geral. Nesse contexto, agregando-se o conceito de justiça ambiental, tem-se a perspectiva proporcionada pelos estudos de direitos humanos voltando-se para uma reflexão das condições da comunidade perante os perigos ambientais aos quais está exposta, o que independe de suas condições socioeconômicas, raça ou classe social.

Coordenadores: Dra. Luciana Gonçalves Tibiriçá, Me. Carlos Alberto da Costa, Me. Pamôra Mariz Silva de Figueiredo e Me. Ângela Aires.

GT 17 - ESTADO, CIDADANIA E DESIGUALDADES SOCIAIS

Este GT busca pesquisas interdisciplinares que visem a efetivação dos direitos inerentes à cidadania à luz da teoria Crítica dos Direitos Humanos. Um repensar sobre a universalidade dos Direitos Humanos e a concepção de uma cidadania ampla e plural. Enfatiza a cidadania do ponto de vista dos direitos fundamentais e sua concretude pelo Estado, bem como a invisibilidade do vulnerável como política governamental além do combate às violações decorrentes dessa ação. Neste contexto, serão aceitos trabalhos que busquem trazer questões que versem sobre desigualdades que clamem por uma atuação estatal no combate as vulnerabilidades e invisibilidades sociais por meio de políticas governamentais e públicas em direitos humanos com foco no exercício da cidadania bem como a configuração política e possibilidades de ação, assim como as metas políticas e/ou institucionais que orientam as ações em direitos humanos.

Coordenadores: Dr.Carlos Ugo Santander Joo; Me. Carolina Soares Hissa; Me. Fernando Hoenen

GT 18 - POLÍTICAS PÚBLICAS E DIREITOS HUMANOS EM PERSPECTIVA COMPARADA

A diversidade de situações e necessidades frente a pandemia proporcionou diversos recortes e distintas formas de organização social coletiva. O novo cenário global latino-americano prescinde de reflexões, trocas, políticas públicas de integração e cooperação multilateral. Estudos comparados em políticas públicas de direitos humanos na América Latina são campos férteis aos objetivos citados acima. Contribuem para interdisciplinaridade e são necessários ao processo de análise sistemática dos contextos, são sensíveis às questões contextuais envolvidas na utilização de evidências da formulação de políticas, e ofertam a contribuição na confrontação entre explicações alternativas. Grande vantagem dos estudos comparativos das realidades congêneres da América Latina é a oportunidade de internacionalização integrativa da pesquisa comparada, favorecendo o diálogo permanente entre pesquisas e pesquisadores através do intercambio investigativo. O desenvolvimento particular dos países, a forma na qual a historicidade se realiza em sociedades distintas, como se concretizam as mudanças sociais, as especificidades regionais, são dimensões importantes que alimentam pesquisas na perspectiva comparada. O objetivo desse GT é reunir trabalhos que tenham como objeto de pesquisas os estudos comparados em América Latina.

Coordenadora: Dr. Carlos Ugo Santander e Me. Aletheia Woyames

GT 19 - EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS EM ENSINO E EXTENSÃO EM INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

Esse grupo de trabalho tem como objetivo a promoção da discussão dos processos multidisciplinares e multidimensionais que, no ato de educar, colaboram para o incremento de uma cultura dos Direitos Humanos. Desta forma, busca-se contemplar práticas sociais, institucionais e culturais, bem como a possibilidade de enxergá-las a partir das dimensões jurídicas, filosóficas, históricas, políticas, pedagógicas e sócio psicológicas. Assim, este Grupo de Trabalho tenta enfatizar os avanços teóricos realizados em torno do tema, ressaltando a necessidade de se levar em consideração os impactos da realidade pandêmica bem como sobre as possibilidades de superação desta, e a partir desta perspectiva tenta reunir e discutir as experiências e ações realizadas em território nacional na constituição de uma pedagogia dos direitos humanos, bem como atividades de extensão universitária que têm a possibilidade de oferecer um espaço propício ao exercício da consciência crítica, da formação cidadã por meio da interdisciplinaridade no âmbito dos direitos humanos.

Coordenadores: Dra. Ana Celuta Fugêncio Tavares e Me. Marcos Cristiano dos Reis.

GT 20 - EXPERIÊNCIAS DE PROMOÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NA EDUCAÇÃO: MEDIANDO PEDAGOGIAS DECOLONIAIS, ANTIRRACISTAS, ANTICAPACITISTAS E ANTIHETEROPATRIARCAIS NA ESCOLA

Este Grupo de trabalho visa acolher e discutir experiências, práticas, performances e reflexões sobre a aplicação dos Direitos Humanos e suas interfaces nas escolas, em seus diferentes níveis e protagonistas. Busca, nesse sentido, identificar estratégias de enfrentamento e problematizar a sofisticação das formas de opressão e exploração nesses espaços de formação e (de)formação. Propõe a integração das lentes críticas de quem ousa tentar, do caminhar com sentido, de "fazer o caminho caminhando, aprende[ndo] a refazer, a retocar o sonho, por causa do qual a gente se pôs a caminhar" (Paulo Freire, 'Pedagogia do Oprimido', 1968, p. 155). As iniciativas de aprendizado na escola reconhecem como os sistemas de ensino hegemônicos se reproduzem, cooptam e retroalimentam as intenções nos atos racializantes, além de normalizar (e normatizar) a colonialidade. Compreendem a importância de que seja mediada uma educação antirracista, que transgrida as lógicas do racismo (bell hooks, ‘Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade’, 2017). Reconhecem a força das culturas heteropatriarcais (Françoise Vergés) e se aproximam de forma aprendente com as potências de uma América ladina (Lélia Gonzales, 'Por um feminismo afro-latino-americano', 2020 - coletânea). Reconhecem as diversidades de corpos e corpas, atentas às conquistas e alertas dos movimentos anticapacitistas. Compreendem que essa combinação de fazeres e entendimentos são uma condição para a superação estrutural das violências e sabotagens à conquista de uma equidade perene, dinâmica e comprometida com o princípio da igualdade. Por entender que as demandas voltadas aos direitos humanos nas políticas educacionais e no campo da Educação dizem sobre um conhecimento que não é individual, mas coletivo e complexo, exige-se que se percebam as formas de reexistir e insurgir (Catherine Walsh, Pedagogias Decoloniales. Práticas Insurgentes de resistir, (re)existir e (re)vivir, 2017). Compartilhá-las alimenta e integra as redes pedagógicas de(s)coloniais, instrumentalizando e articulando suas reações

Coordenadores: Dr. Elson Santos Silva Carvalho e Dra. Aline da Silva Nicolino

GT 21 - LITERATURA DE RESISTÊNCIA E O CONTEXTO DE LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS NA AMÉRICA LATINA

Repensar o Direito a partir da Literatura é um desafio e tanto aos juristas do nosso tempo. Além das pautas inerentes à própria interdisciplinaridade do tema, a aproximação desses campos permite ao direito assimilar a capacidade criadora, crítica e inovadora, diante da impossibilidade de se fazêlo de maneira isolada e puramente normativa. Diretamente atrelado a questões que vão muito além do campo jurídico, o Direito se apresenta como um fenômeno em constante mudança que é fruto da diversidade social ao estamos sujeitos. Seja para a manutenção do poder, a mediação de interesses, a garantia da ordem ou da integridade de valores individuais e coletivos, ele é alvo de ponderações, críticas e reflexões que se originam em todos os ângulos. Diante Disso, o presente Grupo de Trabalho tem como objetivo a problematização dos aspectos da literatura de resistência e o contexto de luta pelos direitos humanos na América latina.

Coordenadores: Dra. Fernanda de Paula Ferreira Moi e Me. Victor Hugo de Santana Agapito